Síndrome da fadiga crônica (português brasileiro) é o nome mais comum dado a uma enfermidade ou enfermidades variavelmente debilitantes geralmente definidas por fadiga persistente não-relacionada com exercício, não substancialmente aliviada por repouso e acompanhada pela presença de outros sintomas específicos por um mínimo de seis meses.
O processo patológico na síndrome da fadiga crônica se apresenta como uma série de anormalidades dos sistemas neurológico, imunológico e endócrino. Embora classificada pela Organização Mundial de Saúde sob Doenças do sistema nervoso, a etiologia (causa de origem) da síndrome é atualmente desconhecida e não há teste laboratorial diagnóstico ou biomarcador. Fatores relacionados são: exposição a agentes tóxicos, sobrecarga emocional, envenenamento crônico por pesticidas, toxicidade por organofosforados, sensibilidade química múltipla.
Fadiga é um sintoma comum em muitas doenças, mas a síndrome da fadiga crônica é uma doença multissistêmica e é relativamente rara por comparação. Os sintomas incluem mialgia difusa e artralgia; dificuldades cognitivas; exaustão mental e física crônica, muitas vezes grave; e outros sintomas característicos em indivíduos previamente saudáveis e ativos. Pacientes com SFC podem relatar sintomas adicionais incluindo fraqueza muscular, hipersensibilidade, intolerância ortostática, distúrbios digestivos, depressão, resposta imune diminuída, e problemas cardíacos e respiratórios. Não está claro se esses sintomas representam condições co-mórbidas ou se são produzidos por uma etiologia subjacente à SFC.Todos os critérios diagnósticos requerem que os sintomas não sejam causados por outras condições médicas.
Estudos têm relatado números da prevalência da SFC que variam amplamente, de 7 a 3.000 casos de SFC para cada 100.000 adultos. A qualidade de vida é "particularmente e unicamente prejudicada" na SFC, e recuperação completa da condição ocorre em apenas 5-10% dos casos.
Enquanto há concordância na genuína ameaça à saúde, felicidade e produtividade causada pela SFC, vários grupos médicos, pesquisadores e advogados de pacientes promovem diferente nomenclatura, critérios diagnósticos, hipóteses etiológicas e tratamentos, resultando em controvérsias acerca de muitos aspectos da doença. O nome SFC por si só é controverso, uma vez que muitos pacientes e grupos de advocacia, assim como alguns experts, desejam a mudança da nomenclatura pois acreditam que o nome síndrome da fadiga crônica não se encontra de acordo com a gravidade da doença.